Você sabe o que é inflação?
- potentiaassessoria
- 25 de mar. de 2021
- 3 min de leitura
POLITICAR #4: VOCÊ SABE O QUE É INFLAÇÃO?
Texto de Karen Bentes e Shamira Machado Publicado em 25/03/2021
Muito se fala sobre inflação, mas você sabe o que esse termo significa e quais os impactos dele para o dia a dia da população?
A inflação ou taxa de inflação é um termo da economia que define o aumento geral no nível dos preços. Isso significa dizer que a taxa de inflação mede o aumento da precificação de bens e serviços em um certo período de tempo. É importante mencionar que a inflação é configurada pela alta contínua e generalizada dos preços. Ou seja, se o preço de determinado artigo aumentar por uma taxação específica e depois continuar estável, não estamos falando de inflação, de maneira que tal fenômeno poderia ser explicado por um evento sazonal, carência momentânea de matéria prima e afins. No entanto, se essa crescente persistir a longo prazo, aí sim falamos de inflação.
Colocando essa situação em termos práticos, se todos os preços de produtos e serviços aumentassem de maneira uniforme, a sociedade não enfrentaria nenhuma consequência negativa advinda da inflação. No entanto, o maior problema é que a inflação não é uniforme, ela mexe com os preços relativos, gerando ganhos para alguns e perda para outros. Os salários, por exemplo, são estabelecidos anualmente com base na inflação especulativa, a que se espera nesse período de tempo. No entanto, se a inflação for mais alta do que a esperada, o poder de compra do indivíduo assalariado diminui, tendo em vista que o valor do salário terá menor valor relativo ao anterior recebido.
Existem diversos fatores que geram esse fenômeno, dentre eles: impressão de dinheiro (papel-moeda) pelo governo, relação entre oferta e demanda, aumento dos custos de produção, redução da Taxa Selic.
Existem ainda diferentes índices responsáveis por medir a variação dos preços. Essas medições são feitas por diversas instituições e possuem metodologias próprias. E quais são esses índices?
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo é a inflação oficial enfrentada pelo Brasil)
IPCA-15 (a diferença desse para o anterior reside na data de coleta dos preços)
INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
INCC (Índice Nacional de Custo da Construção)
IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)
IPC (Índice de Preços ao Consumidor)
Além da inflação, pode ocorrer também a hiperinflação. Nessa situação a elevação de preços se encontra totalmente fora de controle e segue um ritmo muito acelerado de elevação. Dentro das correntes teóricas, muitos afirmam que uma inflação a partir de 50% ao mês já configura hiperinflação.
Há também a deflação, que seria o oposto da inflação. Nesse caso, há uma queda generalizada nos preços dos produtos. Essa situação pode até parecer interessante, mas a verdade é que ela só ocorre porque houve uma queda na demanda de consumo. Isso significa dizer que as pessoas não têm mais poder aquisitivo para comprar determinados artigos.
Resumidamente, ao fazer um balanço geral, podemos falar que dentro da sociedade as coisas estão sob controle enquanto a inflação está controlada e seguindo um ritmo esperado, sendo acompanhada de desenvolvimento e crescimento econômico e ampliação do poder de compra. No entanto, se os preços começarem a disparar sucessivamente, o poder de compra cai e a população sente no bolso o impacto desse fenômeno.
Portanto, com a inflação alta a tendência é que ocorra uma desvalorização da moeda nacional, queda do poder de compra populacional, aumento dos preços de produtos importados, queda de investimentos de setores produtivos e queda de investimentos estrangeiros. Por fim, é interessante falar sobre a relação da inflação com o desemprego. De acordo com a chamada “curva de Phillips”, há uma relação inversa entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego. Ou seja, quanto maior a taxa de desemprego menor a taxa de inflação e vice-versa. A situação que se estabelece entre essas duas variáveis, relaciona-se com o fato de que, quanto maior for a taxa de desemprego, menor é a renda econômica gerada (seja por uma menor quantidade de empregos ou por salários mais baixos). Como consequência, ocorre uma queda na demanda e consumo de bens e serviços. Assim, as empresas disputam entre si os consumidores que “restam” e acabam restringindo o aumento de preços para que seus produtos sejam consumidos.




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