Dilma Rousseff assume a presidência do banco dos BRICS
- potentiaassessoria
- 12 de jun. de 2023
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No dia 24 de março de 2023, Dilma Rousseff foi eleita por unanimidade Presidente do Novo banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), instituição também conhecida como banco dos BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A eleição representa a volta ao protagonismo da primeira mulher presidente do Brasil que vinha sem exercer cargos públicos desde seu afastamento da presidência por impeachment em 2016.
O NDB foi criado em 2014 durante a sexta edição da cúpula dos Brics ocorrida em julho daquele ano em Fortaleza, no Ceará, porém, a iniciativa só iniciou suas atividades no ano seguinte. Sediado na cidade de chinesa de Xangai, o banco tem o intuito de fornecer suporte financeiro a projetos na área de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável de natureza pública ou privada seja dentro dos países membros dos Brics, ou em economias emergentes e países em desenvolvimento.
Dilma substituirá no cargo o diplomata Marcos Troyjo, indicado pelo governo Jair Bolsonaro que ocupava a presidência do banco desde 2021, e ocupará a posição até 2025, quando acaba o período de presidência rotativa do Brasil na instituição. A substituição deveu-se a uma articulação do governo Lula visando colocar uma pessoa alinhada politicamente no centro financeiro dos Brics mostrado uma reaproximação com o grupo, algo ligado com a tentativa de recuperação do protagonismo do novo governo no cenário internacional em comparação a postura mais isolacionista de seu predecessor.
Um dos desafios de Dilma a frente do banco será impulsionar projetos ligados ao meio-ambiente e a economia verde, algo que o NDB assumiu como compromisso durante a recente COP-27, realizada no Egito. Contudo, a realização disso dependerá substancialmente do dinheiro de Rússia e China, países que não tem se caracterizado por possuírem um perfil ambientalista.
Outro desafio são as sanções impostas pelo Ocidente à Rússia devido a Guerra na Ucrânia o que vem impedindo o banco de emitir títulos principalmente nos mercados financeiros europeu e norte-americano. Este fato, exigirá uma busca criativa e articulação com países não atrelados as sanções anti-Rússia para captar recursos fora dos Brics e poder realizar os financiamentos.
Apesar desses desafios, a brasileira pode ter sucesso em sua nova missão visto que possui as ferramentas para fazer uma gestão exitosa a frente do banco. Isto, se deve não somente a nova imagem do Brasil no exterior que vem sendo construída desde a posse de Lula, mas também, a própria experiência da ex-presidente que durante seus mandatos a frente do Brasil conviveu com os atuais líderes de Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping respectivamente. Por último, ressalta-se a disposição chinesa em alavancar o NDB além de atrair novos sócios para o banco o que pode resultar na entrada de novos recursos beneficiando as empresas brasileiras.
Referências
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Por Agência Brasil., Agência Brasil, 2023. Disponível em: < https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-03/dilma-rousseff-comeca-comandar-banco-do-brics>. Acesso em: 03 abr. 2023.




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